Notas de um rodapé de mim mesmo!
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Os que pensam e os que cismam

January 26th, 2012 | Publicado por Juliano Pozati em Opinião e Visão - (Comente)

Uma grande mestra que passou por minha vida há alguns anos costumava dividir a humanidade em dois tipos de pessoas: “as que pensam e as que cismam que pensam”. Apesar de muito bem humorada em todas as vezes em que soltava esta pérola todos sabiam que no fundo ela tinha razão.

O problema é que aparentemente, e não é de hoje, a maioria das pessoas fica na segunda categoria, e uns poucos que se classificam para a primeira comandam de forma egoísta o rebanho humano como melhor lhes parecer.

Ainda que de tempos em tempos surjam grandes personalidades que desafiam a ordem estabelecida das coisas, parece que a maioria de nós tende a prender-se novamente ao cabresto da insignificância.

Veja o caso de Jesus Cristo, um crítico ferrenho da religiosidade legalista de seu tempo.

Lembra da ocasião em que ele foi procurado por uma mulher doente em pleno sábado. Ela pedindo ajuda e a judiada toda ao redor só contando quantos passos a mais ele daria para ajudar a moça. Ele, muito esperto, vira pra turma e pergunta se é proibido pela lei fazer o bem de sábado. A galera boquiaberta recuou e ele curou a mulher. Seu discurso me lembra muito um sucesso do Rei do Rock Elvis Presley “I little less conversation and little more action, baby” – menos religião, menos legalismo, mais espiritualidade, mais ação.

Ainda que a condenação à morte não tenha contido a mensagem revolucionaria do nazareno, não foram precisos nem 300 anos para que o próprio Jesus fosse tomado por garoto propaganda do Império Romano, e todo legalismo da religião de Roma incorporada ao que convencionou-se chamar Igreja Católica Apostólica Romana S/A. O Cristo foi transformado num negócio de tráfico de influência rentável e sua mensagem subvertida ao prazer e conveniência de uma elite clerical que muito se assemelhava aos algozes originais do redentor.

Engana-se quem pensa que me refiro somente à Idade das Trevas, já que a simonia continua mais presente do que nunca nos corredores de qualquer instituição religiosa, uma vez que nenhuma delas parece se preocupar com o objetivo inicial do Cristo, um cara libertador que queria pessoas livres comprometidas com um ideal de amor.

É mais fácil deixar-se levar como gado nas vias de sempre do que desenvolver autonomia de pensamento e trilhar o próprio caminho. Isso pra abordar somente um pequeno aspecto da sociedade atual. Lembro, pra terminar, de um sócio que tive, que sempre repetia: “É brother, pensar dói! Pensar dói!”









Mais do que te encontrar, fui encontrado por você!

Mais do que te conhecer, você me conheceu!

Antes que me amasse, eu te amei.

Mas mais do que te amar, fui amado por você!

Mais do que te escolher, FUI ESCOLHIDO POR VOCÊ…

E esse é o maior privilegio, honra, alegria e felicidade que eu poderia experimentar em minha vida tão comum!

Você, meu amor, e só você, é a razão do meu viver, a inspiração de cada minuto do meu dia, meu mundo, meu tudo!

Por onde andei? O que fiz até agora? O que vivi? Que memória eu posso ter se somente agora encontrei o elixir de todos os meus sonhos derradeiros? A que destinos corri senão os teus braços? Em que fontes bebi senão da tua boca? Que horizontes busquei senão os teus olhos?

Só com você, em você e por você minha vida faz sentido! Só com você ela vale a pena.

Te amo meu amor, e sei que para sempre irei amar! Com todas as minhas forças, superando minhas fraquezas, limitações e imperfeições, irei te amar até o último suspiro! Até último pulsar do meu coração ele será seu, e somente seu!

 

 

Dedicado à ela,
que é mais do que tudo e todas:
Minha Grace.

Ciclo Vicioso!

January 8th, 2012 | Publicado por Juliano Pozati em Tiras - (Comente)

Plenitude

December 24th, 2011 | Publicado por Juliano Pozati em Filosofia - (Comente)

Dedicado à Grace Lisbôa Azevedo,
o meu amor eterno, e a todos os nossos.

Em tempos de Natal, o consumo é acelerado, os presentes e lembrancinhas do final no ano movimentam a economia, o dinheiro circula e os empregos temporários salvam o orçamento de muita gente. As pessoas enfeitam suas casas, desejam o “bom dia” que não desejaram ao longo do ano todo. Cercam-se dos seus, comem muito, bebem muito, celebram o tal espírito do Natal.

A merda toda deste tempo, penso eu, é que geralmente confundimos plenitude com fartura, com multidão, com barulho. Não que tudo isso não faça parte, mas confesso que, este ano particularmente, descobri que a plenitude é silenciosa, não por constrangimento ou embaraço, mas por transcender o que se pode ver ou tocar.

A plenitude é interior. Vem do âmago e transborda por nossos sentidos, emoções, gestos e ações. Não se pode colocar a plenitude numa bela caixa, pendurá-la numa árvore de natal, ou entregá-la de presente. A plenitude nasce quando corações se encontram de forma profunda e inefável na verdadeira história do amor.

Não há presente, não há consumo, não há festa ou celebração que inspire a completude de um ser mais do que amor, do que saber-se amado e nesta mesma via amar sem medidas. Os presépios luxuosos em barroco antigo folhados em ouro caricaturam a simplicidade do amor, da entrega, da lealdade, da cumplicidade, da confiança extrema e sem reservas. A beleza visível por vezes ilude uma multidão de infelizes que não conseguem olhar para dentro de si, e catatônicos perdem-se no luzir tradicional do final de ano.

Repito: a plenitude é o amor. É saber-se amado e nesta mesma via amar sem medidas. Amar com verdade! Amar com aceitação! Amar apesar dos limites, da distância. Amar não só pelo que se tem, pelo que se vê e pelo que se sente, mas amar além… Mais do que o falatório, o amor nos ouve. Mais do que a comilança, o amor nos satisfaz. Mais do que o barulho, o amor nos ouve. Mais do que o luxo, o amor nos acolhe em conforto.

Todo o resto tem o seu sabor, mas nada me completa tanto quanto o amor! Feliz Natal para você! Feliz você que entendeu a plenitude. Feliz o amor que ama sem medidas!

The only baggage you can bring
Is all that you can’t leave behind
Walk on| U2

Ser ou não ser?

November 10th, 2011 | Publicado por Juliano Pozati em Filosofia - (Comente)

Um grande amigo me escreveu estes dias um desabafo profissional/pessoal no melhor estilo “caso ou compro a bicicleta”. Pensei por alguns dias para respondê-lo pois o tenho e alta estima. Ao fim da minha reflexão, achei interessante dividir aqui alguns trechos aqui no Blog do Pozati, já que esta é uma questão que quase sempre (desculpem o termo) me pego “ruminando” na sala de aula, no metrô, no restaurante, na estrada ou onde quer que eu esteja. Longe de ser mestre no assunto, continuo bom aprendiz de tudo o que escrevi, lutando dia a dia para buscar o tal SER.

Seguem abaixo alguns trechos. Convido você que passa por aqui vez ou outra a participar da questão na caixa de comentários logo depois do texto.

Eu diria que analisar a própria vida e os resultados que obtivemos até o momento é o dínamo de uma existência relevante. A mediocridade se contenta com o trivial, e para ela você não tem vocação alguma.

É claro que quando nos encontramos com uma verdade sobre nós mesmos  ficamos chocamos, já que quase sempre ela se difere em muito do que achamos que somos. Mas o fato é que se você encontrou uma verdade sua precisa lidar com ela. Na beira do precipício caro amigo, um passo atrás quer dizer um passo a frente. Avalie e tome a decisão que melhor lhe favorecer.

Idade não é fator decisivo. Se você for bom, se você for um dos melhores no que faz, virão atrás de você. Seja autônomo ou seja no funcionalismo público/privado, seja melhor sempre!

Mas aí vem outra questão filosófica interessante, e já peço licença para me prolongar um pouco mais. SER MELHOR pressupõe SER antes de tudo. A grande preocupação da nossa era é TER, o que é plenamente justificável dado cenário do capitalismo selvagem no qual estamos inseridos. Mas nada adianta TER se antes ou essencialmente não nos ocuparmos em SER o que de fato somos. Se não assumirmos nossas verdades e jogarmos com elas. A felicidade que você busca não está tanto no TER, mas no SER. Você precisa assumir o papel de protagonista da sua própria vida para então, SENDO, e sendo PLENAMENTE, partir para o TER. O SER implica em romper seus próprios limites e bloqueios, superar seus medos mais interiores. SER é encontrar as suas verdades e gostar delas. É perceber-se interessante para si e para os outros.

Daí caro amigo, não importa onde você estiver, vai ser feliz. Porque felicidade não é meta, não é lugar, não é destino, não é caminho. É simplesmente um jeito de caminhar.

Mas tudo é processo, tudo é lento. Que maravilha seria se pudéssemos nos auto formatar e instalar uma versão mais nova do software de nós mesmos. O fato é que somos humanos e nossa “defragmentação de disco” leva mais tempo. Assim, dê-se o tempo necessário para virar o jogo, mas quando virar o faça com firmeza e decisão! Esteja pronto para bancar a sua decisão. Não é fácil. Nunca é fácil. Mas nada, nem ninguém irá financiar sua felicidade senão você mesmo!

Renato Cedrola, beyond customer and partner of Pozati.com, became a very dear friend. On his first visit to Brazil, the swiss businessman visited clubs and partner from football market, aligning visions and expectations for the future with his local representative, Jefferson Baptista.

Renato Cedrola and Juliano Pozati talk about plans for future projects involving sports marketing and the vision of GRANDE Football.

Renato is licensed as a football player agent and managing director of Front Group Switzerland, where he works alongside his partner, brother and friend, Michele Cedrola.

As important as profitability and excellence of its projects, FRONT GROUP also believes in the importance of Brazilians passion for football as a tool for social transformation. Discipline and overcoming the limits of each one are constantly challenging the athletes, motivating them to conquer and maintain the excellence in their social acts.

A single dream that becomes reality, can transform an entire chain of individuals and their citizenship relations.

Planejar o futuro

October 4th, 2011 | Publicado por Juliano Pozati em Planejamento - (Comente)

- Gatinho de Cheshire, o senhor poderia me dizer, por favor,
qual o caminho que devo tomar para sair daqui?
- Isso depende muito de para onde você quer ir –  respondeu o Gato.
- Não me importo muito para onde… retrucou Alice.

– Então não importa o caminho que você escolha – disse o Gato.

(Alice no País das Maravilhas – Capítulo 6 “Porco e Pimenta”)

O clássico diálogo entre Alice e o Gato chama à atenção para uma questão inconveniente: não estamos acostumados a planejar nosso futuro! Nossa preocupação quase sempre se limita aos detalhes do caminho, independente de para onde ele esteja nos levando. Há pouco tempo ouvi a brilhante Beth Durgan dizer que “o cotidiano é o verdadeiro drama da vida, pois sufoca os sonhos do coração”.

Por isso, focar num futuro desejável é uma tarefa muito séria e para hoje, simplesmente porque amanhã já é futuro e quando menos se espera, o próprio futuro vira presente e o que eram grandes possibilidades viram passado.

Ainda que corra o risco de ser simplório em respeito aos 2 mil caracteres que limitam este texto, penso que duas perguntas possam ajudar você à começar este processo em sua empresa:

Onde estou e onde quero chegar? O diálogo com o Gato é incisivo: quem não sabe onde está e não sabe para onde ir, está perdido e assim continuará. Avalie bem a situação da sua empresa hoje: seu mercado, seu faturamento, número de clientes e seu grau de satisfação, a visibilidade da sua marca, seus investimentos em comunicação, seus concorrentes, etc. Entenda onde você está, e a partir daí, trace seus objetivos. Pergunte-se a si mesmo: onde quero chegar? Quero aumentar minhas vendas? Expandir minha rede de lojas? Vender pela internet para todo o mundo? O que eu quero para minha empresa?

Tão importante quanto a primeira pergunta é a segunda: Quando e como chegarei lá? Quais as medidas administrativas que preciso tomar para alcançar meu objetivo? Quanto tempo levarei para conquistar tais posições? Quanto preciso faturar e quanto preciso poupar? Quais ações posso criar, ao longo do próximo ano, para alavancar meu objetivo? Como posso surpreender meu cliente, fazendo com que ele compre novamente de mim e indique minha loja às pessoas de seu relacionamento?

Mais do que aparentes reflexões abstratas, o objetivo dessas perguntas é provocar uma mudança na postura do empreendedor e a partilha de uma visão única a respeito do negócio da empresa, que uma vez elaborada, pode e deve permear suas ações mantendo todos os colaboradores da organização focados num objetivo comum. Já diz o jargão executivo: quem não planeja o futuro, está planejando o fracasso!

Juliano Pozati é publicitário, mercadólogo e pós graduando em estratégia militar para gestão de negócios. É sócio diretor da Pozati.com e atua no mercado de comunicação há 8 anos.

Artigo publicado originalmente na revista Consumidor Cristão.

Aprendiz

September 26th, 2011 | Publicado por Juliano Pozati em Uma coisinha e outra... (minhas poesias) - (Comente)

Nos mistérios do tempo
Ao coração acalento
Na difícil trilha
Do tal discernimento!

Ao olhar para mim
procuro o reflexo Teu
uma voz a ressoar
Capaz de me acalmar

Dos desenhos que fiz
me vejo talmidim
me descubro aprendiz
deste Amor em mim

Delicada certeza a surgir
Florece com a primavera
Anuncia com firmeza
Ao coração uma nova era

Um passo por vez
Uma história a seguir
com a suavidade cortez
de um coração ainda aprendiz.

 

Juliano Pozati

Culpar

September 25th, 2011 | Publicado por Juliano Pozati em 10 Estratégias de Manipulação - (Comente)

Noam Chomsky desenvolveu a lista das “10 estratégias de manipulação” dos princípios sociais e econômicos de forma a atrair o apoio inconsciente dos meios de comunicação para a manipulação. Esta série especial abordará em 10 posts cada um dos mandamentos, com breves reflexões sobre suas aplicações/manifestações atuais. Para acessar a lista da série, use a tag “10 estratégias de manipulação”.

Estratégia: Reforçar o sentimento de culpa pessoal

Fazer crer ao indivíduo que ele é o único culpado de sua própria desgraça por insuficiência de inteligência, de capacidade, de preparação ou esforço. Assim, em lugar de rebelar-se contra o sistema econômico e social, o indivíduo se desvaloriza, se culpa, gerando em si um estado depressivo, que inibe a sua capacidade de reagir.

E sem reação, não haverá revolução. (Noam Chomsky)

Incutir em alguém o sentimento de culpa é sem dúvida alguma uma das mais poderosas ferramentas de manipulação de que se tem notícia. Vide a velha história do pecado. Este mandamento de Chomsky me lembra uma situação que assisti recentemente.

Foi num ônibus, cuja linha sai do bairro do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo e vai para o Hospital das Clínicas, no Centro da cidade. Nos horários de rush, é impressionante a quantidade de pessoas que se amontoam e se esmagam umas as outras para conseguir embarcar no ônibus. Fiz uma rápida avaliação e percebi que, mais do que o trânsito caótico da metrópole, o que realmente atrasa o trajeto realizado pelo veículo são as paradas nos pontos, que consomem um tempo enorme na tentativa quase absurda te tentar embarcar mais um, como se fosse possível até mesmo contrariar a lei da física que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo.

Em meio a todo aquele aperto e com o ônibus muitíssimo acima de sua capacidade limite, as pessoas começam a ficar irritadas com o tempo que o carro fica parado, o trânsito, o horário, o aperto desumano e os pedidos no mínimo descabidos feitos pelo cobrador para que as pessoas “dêem só mais um espacinho”.

Sou um usuário eventual do transporte público, mas comecei a pensar naquela gente que todos os dias é obrigada a passar por tal constrangimento. Enquanto ainda refletia sobre a questão, uma senhora começou a culpar as pessoas que queriam embarcar, que por sua vez culpavam a senhora por não “dar um espacinho no corredor” (como se isso fosse possível); o motorista culpava as pessoas por não conseguir ver se já poderia fechar porta ou não; o cobrador culpava os passageiros por não colaborarem com o espacinho, e os passageiros esmagados e irritados com a demora, batiam da estrutura do ônibus, protestando contra o cobrador. “Vida de pobre é fogo!” – alguém resmungou.

O interessante de observar esta situação foi que, enquanto essas pessoas , na linearidade de seus pensamentos, se culpavam mutuamente pelo constrangimento que passam diariamente com o transporte público de São Paulo, a verdadeira causa sequer foi mencionada. Ninguém questionou a escassez de veículos ou o formato de concessão no transporte municipal. Ninguém questionou a ausência de um veículo maior (tratava-se de um micro-ônibus). Ninguém questionou o atraso absurdo nas obras do metrô paulistano, a falta de corredores eficientes, nem nada disso. Os verdadeiros responsáveis pela situação continuam belos e confortáveis em carros blindados pela couraça de culpa que o próprio povo se encarrega de vestir em si mesmo.

Juliano Pozati

Chance

September 24th, 2011 | Publicado por Juliano Pozati em Uma coisinha e outra... (minhas poesias) - (Comente)

Quando menos se espera…
Enquanto as feridas ainda doem,
E as chagas abertas vertem o que de melhor gostaríamos de sentir
Ao dedicar o que temos e somos a outrem, outrora!

Quando a esperança languida segue a titubear
Quando não possuímos sequer a força para nos suportar
É então que uma nova e misteriosa porta se abre
E o amor nos pede uma chance a mais de existir

Mãos capazes de resgatar o melhor de mim
E exorcizar os fantasmas que teimam em me assombrar
Um olhar doce e dedicado, um sabor encantador
Um gosto novo de frescor, na velha história do amor!

Por que não?

Juliano Pozati