
Uma grande mestra que passou por minha vida há alguns anos costumava dividir a humanidade em dois tipos de pessoas: “as que pensam e as que cismam que pensam”. Apesar de muito bem humorada em todas as vezes em que soltava esta pérola todos sabiam que no fundo ela tinha razão.
O problema é que aparentemente, e não é de hoje, a maioria das pessoas fica na segunda categoria, e uns poucos que se classificam para a primeira comandam de forma egoísta o rebanho humano como melhor lhes parecer.
Ainda que de tempos em tempos surjam grandes personalidades que desafiam a ordem estabelecida das coisas, parece que a maioria de nós tende a prender-se novamente ao cabresto da insignificância.
Veja o caso de Jesus Cristo, um crítico ferrenho da religiosidade legalista de seu tempo.
Lembra da ocasião em que ele foi procurado por uma mulher doente em pleno sábado. Ela pedindo ajuda e a judiada toda ao redor só contando quantos passos a mais ele daria para ajudar a moça. Ele, muito esperto, vira pra turma e pergunta se é proibido pela lei fazer o bem de sábado. A galera boquiaberta recuou e ele curou a mulher. Seu discurso me lembra muito um sucesso do Rei do Rock Elvis Presley “I little less conversation and little more action, baby” – menos religião, menos legalismo, mais espiritualidade, mais ação.
Ainda que a condenação à morte não tenha contido a mensagem revolucionaria do nazareno, não foram precisos nem 300 anos para que o próprio Jesus fosse tomado por garoto propaganda do Império Romano, e todo legalismo da religião de Roma incorporada ao que convencionou-se chamar Igreja Católica Apostólica Romana S/A. O Cristo foi transformado num negócio de tráfico de influência rentável e sua mensagem subvertida ao prazer e conveniência de uma elite clerical que muito se assemelhava aos algozes originais do redentor.
Engana-se quem pensa que me refiro somente à Idade das Trevas, já que a simonia continua mais presente do que nunca nos corredores de qualquer instituição religiosa, uma vez que nenhuma delas parece se preocupar com o objetivo inicial do Cristo, um cara libertador que queria pessoas livres comprometidas com um ideal de amor.
É mais fácil deixar-se levar como gado nas vias de sempre do que desenvolver autonomia de pensamento e trilhar o próprio caminho. Isso pra abordar somente um pequeno aspecto da sociedade atual. Lembro, pra terminar, de um sócio que tive, que sempre repetia: “É brother, pensar dói! Pensar dói!”



A plenitude é interior. Vem do âmago e transborda por nossos sentidos, emoções, gestos e ações. Não se pode colocar a plenitude numa bela caixa, pendurá-la numa árvore de natal, ou entregá-la de presente. A plenitude nasce quando corações se encontram de forma profunda e inefável na verdadeira história do amor.
Um grande amigo me escreveu estes dias um desabafo profissional/pessoal no melhor estilo “caso ou compro a bicicleta”. Pensei por alguns dias para respondê-lo pois o tenho e alta estima. Ao fim da minha reflexão, achei interessante dividir aqui alguns trechos aqui no Blog do Pozati, já que esta é uma questão que quase sempre (desculpem o termo) me pego “ruminando” na sala de aula, no metrô, no restaurante, na estrada ou onde quer que eu esteja. Longe de ser mestre no assunto, continuo bom aprendiz de tudo o que escrevi, lutando dia a dia para buscar o tal SER.
Por isso, focar num futuro desejável é uma tarefa muito séria e para hoje, simplesmente porque amanhã já é futuro e quando menos se espera, o próprio futuro vira presente e o que eram grandes possibilidades viram passado.

