- Gatinho de Cheshire, o senhor poderia me dizer, por favor,
qual o caminho que devo tomar para sair daqui?
- Isso depende muito de para onde você quer ir – respondeu o Gato.
- Não me importo muito para onde… retrucou Alice.
– Então não importa o caminho que você escolha – disse o Gato.(Alice no País das Maravilhas – Capítulo 6 “Porco e Pimenta”)
O clássico diálogo entre Alice e o Gato chama à atenção para uma questão inconveniente: não estamos acostumados a planejar nosso futuro! Nossa preocupação quase sempre se limita aos detalhes do caminho, independente de para onde ele esteja nos levando. Há pouco tempo ouvi a brilhante Beth Durgan dizer que “o cotidiano é o verdadeiro drama da vida, pois sufoca os sonhos do coração”.
Por isso, focar num futuro desejável é uma tarefa muito séria e para hoje, simplesmente porque amanhã já é futuro e quando menos se espera, o próprio futuro vira presente e o que eram grandes possibilidades viram passado.
Ainda que corra o risco de ser simplório em respeito aos 2 mil caracteres que limitam este texto, penso que duas perguntas possam ajudar você à começar este processo em sua empresa:
Onde estou e onde quero chegar? O diálogo com o Gato é incisivo: quem não sabe onde está e não sabe para onde ir, está perdido e assim continuará. Avalie bem a situação da sua empresa hoje: seu mercado, seu faturamento, número de clientes e seu grau de satisfação, a visibilidade da sua marca, seus investimentos em comunicação, seus concorrentes, etc. Entenda onde você está, e a partir daí, trace seus objetivos. Pergunte-se a si mesmo: onde quero chegar? Quero aumentar minhas vendas? Expandir minha rede de lojas? Vender pela internet para todo o mundo? O que eu quero para minha empresa?
Tão importante quanto a primeira pergunta é a segunda: Quando e como chegarei lá? Quais as medidas administrativas que preciso tomar para alcançar meu objetivo? Quanto tempo levarei para conquistar tais posições? Quanto preciso faturar e quanto preciso poupar? Quais ações posso criar, ao longo do próximo ano, para alavancar meu objetivo? Como posso surpreender meu cliente, fazendo com que ele compre novamente de mim e indique minha loja às pessoas de seu relacionamento?
Mais do que aparentes reflexões abstratas, o objetivo dessas perguntas é provocar uma mudança na postura do empreendedor e a partilha de uma visão única a respeito do negócio da empresa, que uma vez elaborada, pode e deve permear suas ações mantendo todos os colaboradores da organização focados num objetivo comum. Já diz o jargão executivo: quem não planeja o futuro, está planejando o fracasso!
Juliano Pozati é publicitário, mercadólogo e pós graduando em estratégia militar para gestão de negócios. É sócio diretor da Pozati.com e atua no mercado de comunicação há 8 anos.
Artigo publicado originalmente na revista Consumidor Cristão.





