Notas de um rodapé de mim mesmo!
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Bola, Bola, bola!
Bola pra lá, bola pra cá!
Quica, pula, bate, volta!
Bola que rola que não para.
E se para, o resmungo!
É o fim do mundo!

Agita de novo,
Pata na bola,
bola na boca,
boca na pata.

Vem por cima do sapo,
Passa o frango sem pé
Morde a cordinha,
desfaz o laço
barbudo palhaço
Só quer saber de jogar bola, ué!

 

Juliano Pozati

 

Estou cansado deste teu amém
De me gastar com quem não o valha
Quem não se define na batalha
E não se importa com ninguém

Já nem fico tão surpreso
Com essa gente de meia tigela
Que pra esconder o rabo preso
Vive atrás de embaçadela

Cansei de sorrir para aparência
Não me importa o que vão dizer
Merda de maledicência!  É tanta indecência!
Quero agora a coisa pra valer

Procure alguém valente
Que não segure no dente
O que tem vontade de dizer.
Digo o que trago em mente:
Già non me frega questa gente
Que tem mais é que se foder!

E você ainda resmunga da acidez
Que jogo em versos desta vez?
Me perdoe meu amigo, não vou brigar contigo
Mas já não tenho saco pra ser cortez!

 

Juliano Pozati

Choro, aqui dentro, num canto de mim
Em porões, o sentir à guardar
Ainda ouço o eco da canção
Que ficou por cantar

Verdades inconvenientes,
Delatadas por sua dor
Veste a minha carne
Meu próprio traidor
De Sonhos sabotados
Miragem sem sabor

Penso no bem que quero fazer
Mas faço o mal que em mim detesto ver
Dormem agora os planos que fiz
Num canto de mim, infeliz

Desmaio de um amor não vivido
De um sorriso não colhido
Já não há estrada
Poesia calada
No desencontro de ti
Encontro-me comigo
Num outro canto de mim…

Juliano Pozati

Minha loucura
só encontra lucidez
no amor dos teus sonhos

Meu trabalho só tem recompensa
se de ti puder colher um sorriso.

Meu amor só brilha de verdade
para o teu amor.

 

Juliano Pozati

Prisioneiro que fui
Tremo ao toque suave da brisa leve
Na liberdade de uma alma sem culpa
Que um dia te amou

Medo, esperança, dúvida,
Enfim há certeza
Culpa que já não balança
Coração de firmeza.

 

Juliano Pozati

Como dizia o Tom, “escrevi uma coisinha” sobre a Operação Arco-Iris, ONG que faço parte e atua com voluntários em hospitais usando a técnica de clown.
Batizei de “Jeito de Gente”. Lá vai.

 

Jeito de Gente

É jeito de ser e viver
Viver de pensar, pensar e fazer
É sempre a gente, eu mais você.

É jeito que acolhe, não escolhe
É jeito que dá jeito de todo jeito
Não é jeito de coisa, é jeito de gente

Gente que canta, que chora e que ri
Gente junta que se muda
Gente que ajuda a toda gente

É no meio desta gente que Ele mora
É por essa gente que Ele vive
É nessa gente que Ele está

Nos olhos, na boca e na voz
No jeito de amar e ser irmão
No meio dessa gente,
que só tem um coração.

 

Juliano Pozati

 

Sabes agora o que sinto, ainda que fujas sentir o que sei

Agracia meus lábios a lembrança de teu nome pronunciado…

Unica em todos os sentidos que provei, e se me

Deste mil sorrisos, com mil e um sabores já sonhei!

Acorrentado em continente de belezas fantásticas

Distante de ti, nem em cores ou belezas acreditei

E se busco em cem palavras o que sinto, com apenas uma te direi:

Saudade!

 

Juliano Pozati

Reza a poesia que te rabisquei outrora
Num sonho desta noite tão distante

E crê que nem o dia, nem a noite
Nem o mar e seus continentes
Nem os Alpes e seus chocolates
Nada disso desfaz em meus lábios
O delicioso sabor agridoce de você!

 

Juliano Pozati

E do vale das dores,
onde nasce toda esperança
Os primeiros raios de luz
encontram força ao te olhar

Do pó que fui
colossal rocha se levanta
de óbvia certeza, em rios males se vão
sara minh’alma o encontro de teus lábios

Insana beleza de perfume adoravel
que o tempo não me deixa desvendar
nas palavras perco a razão
que só reencontro ao te tocar

Sabedoria do tempo que me tortura
na eterna espera do sabor de cada minuto
Mas calo meu espírito atirado
que não se cansa de voar pra quando.

Juliano Pozati