
Choro, aqui dentro, num canto de mim
Em porões, o sentir à guardar
Ainda ouço o eco da canção
Que ficou por cantar
Verdades inconvenientes,
Delatadas por sua dor
Veste a minha carne
Meu próprio traidor
De Sonhos sabotados
Miragem sem sabor
Penso no bem que quero fazer
Mas faço o mal que em mim detesto ver
Dormem agora os planos que fiz
Num canto de mim, infeliz
Desmaio de um amor não vivido
De um sorriso não colhido
Já não há estrada
Poesia calada
No desencontro de ti
Encontro-me comigo
Num outro canto de mim…
Juliano Pozati

